quarta-feira, 19 de março de 2014

Os mistérios de Fallen


Há alguns dias atrás comprei este livro em uma promoção e simplesmente me vi envolvida com a história de anjos caídos. 
O livro conta a história de Luce, uma garota que é mandada para um reformatório por seus pais devido aos últimos acontecimentos de sua vida. Lá ela conhece Daniel Grigori, por quem logo se atrai, mas ele a despreza sempre que pode, deixando assim um mistério no ar.
Bem, um  ponto que achei muito interessante no livro foi a descrição do reformatório onde Luce passa a estudar. O lugar é extremamente sombrio e adota regras macabras para serem seguidas por seus alunos.
Na minha opinião a autora pode ter pecado um pouco no quesito romance. Não vi muita química entre o casal Luce e Daniel. Acredito que isso se deva ao fato de na maior parte da história o casal estar separado por suas próprias razões e só terem ficado” juntos” próximo ao fim do livro, mostrando assim os acontecimentos seguintes de forma muito rápida.
Apesar de não haver muita atração entre os personagens principais, não me desinteressei  pela história e gostei bastante de Fallen, por ser um livro que defino como misterioso.
Vale lembrar que este é o primeiro volume de uma série de outros livros que com certeza assim que eu tiver a oportunidade, irei comprar. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O hilário "Diário de um banana" de Jeff Kinney


Diário de um banana é o primeiro de uma série de 8 livros continuativos. O enredo conta a história de Greg, um menino que termina de entrar para o ensino fundamental e resolve relatar todos os seus novos acontecimentos em um LIVRO DE MEMÓRIAS.
Acredito que muitas das pessoas ao olhar para Diário de um banana o julgue, definindo como um livro infantil dedicado somente para crianças, porém quem pensa dessa forma se engana.  Greg é um garoto comum, que assim como outros da sua idade, está entrando pro colégio e se vê na necessidade de fazer muitos amigos e ser popular.
Os personagens foram muito bem construídos. Adorei Rowley, o melhor amigo de Greg, que apesar de super infantil, não negou ser quem era e manteve sua personalidade até o fim. Falando nos personagens do livro, quem não se identifica com a família do personagem principal, que têm um irmão mais velho que vive o perturbando e um mais novo que vive o denunciando para seus pais?
O grande destaque do livro na minha opinião fica com as ilustrações, que apesar de simples, retratam muito bem as situações que Greg passa e até tornam a leitura mais descontraída.
Diário de um banana é a prova de que não devemos julgar o livro pela capa e de que podemos sim dar uma oportunidade para livros direcionados para diferentes tipos de público. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Querido John- O melhor de Nicholas Sparks


Sou uma grande fã dos livros do Nicholas Sparks, inclusive já li vários livros do autor, mas tenho que admitir que nenhum deles chegam aos pés de Querido John.
Tomei a iniciativa de comprar o livro depois que vi o filme de mesmo nome. Foi uma ótima escolha de atores na minha opinião. Adoro o Channing Tatum e gosto muito da Amanda Seyfried, então amei vê-los como um casal no filme.
O livro é lindo do início ao fim! John, um jovem rebelde,  está de licença do exército e veio passar as férias na casa de seu pai. Logo, ele conhece Savannah, por quem  se apaixona e assim eles começam uma relação extremamente forte, a ponto de Savannah prometer a John que irá esperar por ele até que este termine seus deveres militares.
A história do casal me abalou muito durante a leitura. Na minha opinião Querido Jonh não é só o melhor livro de Nicholas Sparks, mas o casal principal também é o melhor dentre todos que ele criou. Torci para que eles ficassem juntos até o fim.
Durante a minha leitura, dei um grande destaque pra relação do personagem principal com seu pai, um colecionador de moedas, que desde a morte de sua mãe, se mantém distante dele. Foi emocionante ver que depois que John começou a namorar Savannah, se aproximou mais de seu pai.  É muito bom ver que o amor pode fazer com que as pessoas melhorem.  
Sparks nos mostrou com esse grande sucesso, que o amor nem sempre é aquele que só nos traz alegrias e que por muitas das vezes não terminamos com o “felizes para sempre”. A principal mensagem que o livro nos passa é a de que o amor, por muitas das vezes, nos magoa sim e que nem sempre termina bem.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O envolvente Lola e o garoto da casa ao lado


Confesso que quando ganhei “Lola e o garoto da casa ao lado”, não me atraí muito pela história e acabei deixando-o de lado. Mas, há alguns dias atrás, estava arrumando minha gaveta e vi o livro lá, paradinho, me chamando e não resisti.
Não me arrependi nem um pouco de ter pego pra ler “Lola e  garoto da casa ao lado”.
O livro conta a história de Lola Nolan, uma menina de 17 anos, que vive com seu casal de pais adotivos e têm seu namorado Max, um cara de 22 anos, que é reconhecido por suas tatuagens e por ser integrante de uma banda de rock, do qual seus pais não gostam muito.
Tudo vai muito bem para Lola, até a volta dos gêmeos Bell( seus antigos vizinhos) para casa ao lado da sua.
Adorei a personagem principal! Achei Lola super criativa na criação de seus figurinos e seu jeito de ver as coisas é único.
Gostei muito da criação do casal de personagens Andy e Nathan (pais gays adotivos de Lola). Foi bom ver a forma como Stephanie(autora do livro) tratou um tema tantas vezes “complexo” de forma tão leve.
Pra mim o ponto forte do livro não está em seu enredo e sim na forma como o desenrolar da história acontece. Me vi presa ao livro do início ao fim.
Finalmente posso dizer que “Lola e o garoto da casa ao lado” é um livro digno de entrar na minha estante. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cinco estrelas para Fazendo meu filme


Fazendo meu filme- A estreia de Fani, é o primeiro de uma série de 4 livros, escritos pela autora brasileira Paula Pimenta.
A história gira em torno de Fani, uma jovem que leva uma vida normal, com sua família e amigos, até que surge uma oportunidade para que ela faça um intercâmbio e more por um ano fora do país.
O ponto forte da leitura com certeza está nos personagens carismáticos do livro. Fani, Leo, Gabi e Nathália, são personagens com os quais é muito fácil de nos identificarmos. Me peguei por várias vezes comparando Fani, seu grupo de amigos e seus familiares com os meus.
O fato da personagem principal ser fanática por filmes também foi muito favorável. A cada novo capítulo, havia algum trecho de um filme, muitos dos quais eu já assisti e adoro.
Para alguns leitores Fani é considerada muito sentimental, pois em diversos momentos do livro, a personagem chora, mas acredito que isto seja realmente uma característica dela e em nenhum momento a narrativa perdeu o foco.
Não posso deixar de dizer que me apaixonei pelo Leo. Paula Pimenta criou um personagem que toda garota sonha ser seu par ideal.
A continuação dos livros não nos decepciona, pelo contrário, nos surpreende a cada nova página, por isso dou cinco estrelas para Fazendo meu filme.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A comovente história de uma sobrevivente em O diário de Helga


O diário de Helga é um relato de Helga Weiss, uma menina que viveu em guetos e campos de concentração durante o período do Holocausto e se tornou uma das poucas sobreviventes desse pesadelo.
O livro é escrito em diferentes épocas da Segunda Guerra Mundial, o que é um ponto bom, pois podemos notar um crescimento da personagem principal em relação a escrita dos textos.
O diário apresenta diversas imagens do dia a dia dos campos de concentração, feitas pela própria Helga, o que se torna um grande destaque.
No meu ver o livro é muito bom, pois além de nos dar uma noção e informação sobre a Guerra e o Holocausto, ele nos faz questionar até que ponto as coisas podem chegar e como os seres humanos por muitas das vezes podem ser cruéis.
Defino O diário de Helga como um livro riquíssimo, que só têm a nos acrescentar.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Da série livros que deveriam existir: Efeito Borboleta


Geralmente estamos acostumados com filmes baseados em livros, mas hoje venho aqui falar do contrário.
Efeito Borboleta é sem dúvidas o melhor filme que já assisti. Por isso, acho mais do que justo a criação de um livro baseado na história do filme.
 O longa conta a história de Evan, um jovem que luta para esquecer fatos traumáticos de sua infância. Ao reler os diários que escreveu durante sua infância, ele descobre que consegue voltar aos momentos escritos por ele. Porém, a cada vez que Evan tenta consertar algo em seu passado, algo é alterado em seu momento presente.
O filme é magnífico! Gostei muito de ver o Ashton Kutcher trabalhando neste papel, que foi totalmente diferente de suas outras atuações. A história consegue nos prender do início ao fim. Uma tirada muito boa no filme é o fato de possuir finais alternativos, o que foi muito inteligente da parte de seu diretor. 
Acho que seria espetacular se houvesse um livro inspirado neste filme. Para mim seria uma boa ideia se o livro fosse escrito inicialmente no formato dos diários que Evan escreveu durante sua infância, assim poderíamos ter uma dimensão maior e mais detalhados dos momentos trágicos de sua vida. Logo após, o livro já poderia tomar uma narrativa pessoal, em que o próprio personagem nos mostraria os momentos em que se autotransportava para seu passado e a consequência que isso lhe acarretava. 
Digo que seria uma boa ideia a criação desse livro pois o filme por si só foi bem aclamado pelo público e até mesmo pela crítica. 
Enfim, Efeito Borboleta está na minha lista de livros que deveriam existir. 
  

"Uma coisa tão simples, quanto o bater de asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo" 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O divertido e cativante "O Teorema Katherine"


Que John Green é um sucesso todos já sabemos! John é autor de livros de sucesso entre o publico jovem como "A culpa é das estrelas", "Quem é você, Alasca?"e "Cidades de Papel".
Hoje venho falar um pouco de "O Teorema Katherine", que conta a história de Colin, um ex-garoto prodígio, viciado em anagramas, que só se apaixona por garotas chamadas Katherine.
Depois de levar o seu fora mais recente da Katherine XIX, Colin resolve cair na estrada com seu amigo Hassan, e logo descobre que têm uma missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, o desfecho de qualquer relacionamento.
Na minha opinião, o livro é bem leve e divertido. Acho que Green acertou em cheio em relação a abordagem do tema do livro. Quem não gostaria de antever o fim de seu relacionamento?, De saber quanto tempo iria ficar junto a pessoa amada?
A escolha dos personagens também foi muito boa. Colin, Hassan e Lindsey são personagens tão “reais”, que apresentam diversos defeitos, porém mantém suas virtudes. Entre os três personagens, meu destaque vai para Hassan, que se mostrou super engraçado durante todo o livro e um grande  amigo para Colin.
Um ponto muito interessante a ser destacado é o fato de que o “Teorema de Previsibilidade das Katherines” é todo baseado em gráficos matemáticos, tanto que ao fim do livro temos um apêndice (opcional), feito por um amigo de John, que nos explica passo a passo como o Teorema foi feito.  
Apesar de “O Teorema Katherine” receber muitas criticas em comparação ao “A culpa é das estrelas”, é um livro muito bom, que eu curti e indico.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sombras da Noite- Contos clássicos do mestre do terror


Stephen King é um gênio! Sombras da Noite é o primeiro livro que compro deste autor e não tenho outra palavra para descreve-lo. 
Mais conhecido como mestre do terror, King reúne em Sombras da Noite 20 de seus contos horripilantes.
É impressionante a forma como Stephen consegue abordar assuntos tão diferentes tão bem , sempre colocando neles um toque de horror. A prova disso podemos perceber por exemplo, na diferença entre o segundo conto, cujo nome é “Último turno”, e o conto de número cinco, que têm como título “A máquina de passar roupa”. O “Último turno” é um conto, que se passa no porão de um fábrica têxtil em que os principais vilões são os ratos que lá habitam. Já em “A máquina de passar roupa”, temos uma lavanderia como cenário e a vilã que tanto nos assusta é uma máquina de passar roupa. Cenários totalmente diferentes, mas mesmo assim o autor não perde o foco e consegue nos assustar ao fim da leitura.
Incrível também a forma como conseguimos nos apegar aos personagens dos contos, mesmo estes sendo considerados curtos.  Me peguei assustada como Charles em “Jerusalem’s Lot”e   sofri com Lester em “O bicho papão”. Pra mim, isso é a prova de que quando a história é boa, não importa a quantidade de páginas que o livro tenha.
Há também outros contos muito bons em Sombras da Noite, como “As crianças do milharal”, “Ex-fumantes Ltda” e “Campo de batalha”. Vale lembrar que vários dos contos que compõem este livro se tornaram filmes, como “O homem de cortador de grama” (O passageiro do futuro), “Último turno” ( A criatura do cemitério), “As crianças do milharal” ( Colheita maldita), entre outros.
King também é autor de outros livros muito bons, como “Carrie- A estranha”, “ O iluminado” e “À espera de um milagre”.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um Thriller de Opostos: "Ratos" de Gordon Reece


Como definir em palavras o que esse livro me causou? Sinceramente, não sei como. Eu só posso dizer que é um livro chocante e eu não digo isso por apresentar cenas fortes e impactantes, porque em si não tem, mas pelo o que ele me fez pensar no decorrer da história. Pensando bem, chocante seria a palavra ideal.
O livro conta a história de uma adolescente, chamada Shelley, e de sua mãe que após passarem a vida toda sofrendo decidem se mudar para um chalé bem afastado de tudo e de todo o mundo. Tudo começa quando a Shelley passa a ser vítima de bullying na escola, e essa foi uma das melhores partes do livro pelo fato de apresentar e tratar o problema de uma forma bem real e coerente, a grande sacada foi que nós enxergamos essa situação toda pelos olhos da vítima e acabamos por entender melhor a magnitude desse mal que tanto assola as escolas. Além do bullying, a nossa protagonista ainda está passando pelo divórcio de seus pais e pela aparente rejeição que está sofrendo por parte do pai, que abandonou sua mãe para se casar com outra mulher mais nova. Essa situação também foi muito bem trabalhada, é possível sentir a dor dela pelo pai ter ido embora e, sinceramente, fiquei com muita raiva dele. Porque como se já não bastasse abandonar a família, ainda deu um jeito de prejudicar a vida profissional da ex-mulher.
Enfim, depois de tudo isso, as duas se mudam para o chalé madressilva onde finalmente parecem ter encontrado a paz. Shelley passa ter aula em casa e leva uma vida tranqüila com sua mãe cuidando da casa, lendo na janela do quarto e tocando flauta. Depois de alguns meses, o aniversário de dezesseis anos dela está chegando e tudo está muito bem, até que... tudo desmorona bem na cabeça de mãe e filha.
Bom, a narrativa é toda feita em primeira pessoa pela visão da Shelley. Em algumas partes do livro ela me incomodou um pouco devido a sua infantilidade, mas acho que isso foi necessário para que a gente pudesse acompanhar a evolução da personagem. Sua mãe é uma mulher doce, mas, assim como a filha, é muito tímida e prefere se esquivar ao invés de encarar os problemas de frente. E, assim como Shelley, evolui de uma maneira surpreendente no decorrer das páginas. Não se deixe enganar pela timidez das duas, elas tem muito mais força do que se imagina.
O desenrolar da história é de tirar o fôlego e te deixar absurdamente tenso. A escrita é envolvente e bem fluida. Uma outra coisa que me agradou foi que o autor traçou um paralelo entre a situação das personagens com um clássico da literatura, mas você vai ter que ler pra descobrir qual é. O final do livro foi bem satisfatório, mas não me agradou muito. Não sei explicar bem o porquê, mas acho que deveria ser algo mais impactante talvez.
Então é isso, um livro extremamente bom, que merece ser lido. Se você gosta de thrillers psicológicos, essa é uma boa pedida.

Algumas das minhas frases preferidas do livro:

"Saber o que aconteceu depois me faz pensar em como a aparência e o comportamento delas em relação a mim mudaram na mesma época. Sempre me perguntei se existia alguma conexão. Nossa aparência afeta nossa personalidade? Ou é nossa personalidade que afeta a nossa aparência? A pintura corporal para a guerra transforma um índio covarde em um guerreiro corajoso? Ou um guerreiro corajoso se pinta para mostrar sua crueldade? Um gato sempre parece um gato? Um rato sempre parece um rato?" (páginas 20 e 21)

"Penso que quanto maior o trauma, menos adequadas as palavras se tornam, até enfrentarmos o maior de todos os testes, quando apenas o silêncio parece apropriado." (página 27)

“Grande parte do que minha mãe era se baseava no que lia. Era isso o que a cultura de classe média criava? Pessoas formadas mais por aquilo que liam que pelas próprias experiências?" (página 148)

"...não importa onde estejamos ou o que façamos, a Morte e o Horror estão sempre por perto. O desafio é seguir com nossas vidas e sermos felizes mesmo que sempre possamos vê-los, de relance e borrados, mas ainda reconhecíveis no fundo de cada cena." (página 236)

Da série livros que nos fazem chorar- Um amor para recordar


Um amor para recordar é um livro de Nicholas Sparks e conta a história de Landon Carter,um jovem rebelde, que faz de tudo para chamar a atenção, porém depois de um baile de formatura do colégio, Landon se aproxima de Jamie Sullivan, uma garota nada comum, que sempre carrega consigo  uma bíblia e vive tentando ajudar as pessoas.
Sou muito duvidosa para falar dos livros escritos por Nicholas Sparks, pois ele é um dos meus autores favoritos. Um amor para recordar foi o terceiro livro dele que eu li e não me decepcionei. O livro nos traz a face real do amor verdadeiro. Ele nos mostra como o amor pode mudar uma pessoa para melhor, dizendo esse ser o verdadeiro milagre da vida.
Um amor para recordar ainda carrega um drama que é revelado mais para o final do livro e que nos  faz acompanhar o sofrimento dos personagens principais por quem tanto nos apegamos. Me peguei diversas vezes com os olhos cheios d’ água enquanto lia.
Acho interessante dizer que vi um ponto muito favorável na relação entre este livro e sua adaptação para o cinema. O filme e o livro contém a mesma história, porém tanto um quanto o outro apresentam cenas diferentes por inúmeras vezes. Isso, na minha opinião é bom, pois  cada cena inédita, é um  A mais para nós leitores.
Enfim, tanto o livro, quanto o filme são muito bons e vale a pena conferir. 

"Nosso amor é como o vento, não posso vê-lo mas posso senti-lo"  

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sinta-se infinito em As vantagens de ser invisível



Apaixonante. As Vantagens de ser Invisível de Stephen Chbosky, têm como personagem principal Charlie, um jovem sensível, confuso e ao mesmo tempo gentil, que decide não ser mais apenas o telespectador de sua vida e começa a encará-la do centro dos holofotes.
A narrativa do livro é feita  em forma de cartas que Charlie escreve para um   “Querido amigo” até então anônimo. Nelas, podemos presenciar todos os novos acontecimentos que o personagem têm em sua vida sob o ponto de vista dele. Vivenciamos através das cartas que Charlie escreve o seu primeiro beijo, sua primeira festa e suas primeiras descobertas, como as drogas e até mesmo o sexo.
Os personagens que Charlie vai conhecendo ao desenrolar do livro são extremamente importantes para sua história. É muito interessante ver a amizade que Charlie faz com Patrick e Sam( por quem logo se apaixona), uma amizade carregada de simplicidade e fidelidade. Outro personagem de grande destaque é seu professor de inglês, Bill, que logo vê em Charlie o grande potencial que ele possui.
Ao longo do livro podemos ver que este contém frases de grande impacto, que nem sempre podem ser respondidas com exatidão, mas que nos fazem refletir sobre a vida.
A história também carrega um suspense que é revelado ao fim do livro, sendo assim a resposta para o comportamento de Charlie em diversas situações.
As vantagens de ser invisível também ganhou uma adaptação para os cinemas, que na minha opinião chega a ser até melhor que o livro, tendo em seu elenco Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos respectivos papéis de Charlie, Sam e Patrick. O filme também possui uma trilha sonora incrível. Recomendadíssimo.  
    

"Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos"


sábado, 18 de janeiro de 2014

A chocante história de O menino do pijama listrado


 EMOCIONANTE. Não há outra palavra para definir O menino do pijama listrado de John Boyne, que  se passa na época da Segunda Guerra Mundial, onde Bruno de apenas 8 anos de idade que é filho de um oficial nazista se muda com a sua família de Berlim para uma casa que fica em uma área isolada. Resolvendo explorar o novo local onde está morando Bruno acaba conhecendo Shmuel , um menino que aparenta ter a sua idade e vive usando um pijama listrado do outro lado de uma cerca elétrica.
Apesar do livro ter como personagem principal uma criança não há nada de fofo em sua história. Ele nos mostra a dura e triste realidade da época sob o olhar ingênuo de seu personagem principal.  
O que mais me impressionou em O menino do pijama listrado é a forma inocente com a qual John conseguiu escrever.  Bruno, com a sua pureza  e bondade não conseguia enxergar o que estava acontecendo ao seu redor. A amizade e o elo forte  que ele cria com Shumel  no decorrer do livro é algo a ser invejado.
O livro na minha opinião é relativamente “curto” e por isso pode passar a impressão de que o autor poderia ter explorado mais a história, porém sob meu olhar ele consegue nos passar sua real mensagem.
Vale lembrar que “O menino do pijama listrado” também originou um filme que têm Asa Butterfield atuando lindamente no papel de Bruno e nos fazendo chorar a cada nova cena. Vale a pena assistir!


"Uma coisa é certa, ficar se sentindo miserável, não tornará as coisas mais alegres"




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um Livro para Quem Gosta de Livros: "O Livro Selvagem" de Juan Villoro


         Na primeira vez em que ouvi falar desse livro, já fiquei com uma vontade enorme de lê-lo. Procurando saber mais sobre ele, só encontrei criticas bem positivas ao seu respeito e minha vontade de mergulhar em suas páginas só cresceu, e, junto com ela, minhas expectativas também. Apesar de eu não ter gostado tanto quanto eu achei que fosse gostar, minhas expectativas não foram nem um pouco frustradas.
A história é sobre um menino (Juan) que, após a separação de seus pais, vai para casa de seu tio Tito passar as férias. A casa é praticamente uma gigantesca biblioteca, onde todas as paredes são cobertas de estantes abarrotadas de livro. Dentre todos esses exemplares, há um que se recusa a ser lido por qualquer pessoa: O Livro Selvagem. Juan e sua amiga Catalina partem em busca desse livro curioso para que possam descobrir que segredos ele guarda.
Como a sinopse deixa claro, o cenário principal do livro é uma biblioteca. O que é fantástico, pois durante a jornada de Juan são citadas diversas obras da literatura de todo o mundo, dentre elas estão: “A Metamorfose” de Franz Kafka, “Moby Dick” de Herman Melville e “A Divina Comédia” de Dante Alighieri. Pra quem gosta de literatura é um prato cheio.
A narrativa, feita em primeira pessoa, é simples e nos conquista com frases bem construídas e bem colocadas no decorrer da história. A escrita do autor é um pouco lenta, mas não é nada que deixe a leitura chata ou cansativa.
Os personagens são apaixonantes! Eles te conquistam com suas personalidades únicas e cativantes. Foi muito fácil me identificar com Juan, o protagonista da história. Catarina é a garota dos sonhos de qualquer um. Carmen é uma criança esperta e muito divertida. E, por fim, temos o tio Tito, um personagem muito importante na história e que se tornou fácil o meu favorito do livro. Ele é uma pessoa um pouco estranha, mas que tem uma forma de ver o mundo incrível. Algumas das melhores partes do livro são as conversas dele com o sobrinho sobre o conhecimento e a sabedoria humana. É um verdadeiro gênio quando os assuntos são: livros, literatura e culinária literária (essa última você só vai entender se ler o livro). Os coadjuvantes não ficam atrás, eles tem uma participação chave no enredo e só fazem com que o livro fique ainda melhor.
Entretanto, como nada é perfeito, teve um ponto na história do livro que me incomodou um pouco: o final. Eu achei a conclusão da história um pouco previsível e o grande mistério que ela apresenta foi fácil de desvendar logo na metade do enredo. Apesar desse final não ser surpreendente, é uma boa conclusão para a história.
Então, de um modo geral, é um livro muito bom que merece ser lido e apreciado por todos aqueles que conhecem o prazer da leitura e também pra aqueles que querem passar a conhecer. 

Algumas das minhas frases preferidas do livro:

“A diferença entre um arrogante e um sábio é que o arrogante só precisa saber o que já sabe, enquanto o sábio busca o que ainda não conhece.” (página 34)

“A verdade que normal, normal mesmo, não sou, mas quem gostaria de ser comum igual a um trapo? As pessoas que valem a pena conhecer sempre são diferentes por algum motivo.” (página 39)

“Um livro é o melhor meio de transporte: leva você a lugares distantes , não polui, é pontual, barato e não causa enjoo.” (página 75)

“Não há nada pior do que alguém que não conhece sua própria ignorância” (página 110)

“Às vezes, uma pessoa agarra algo insignificante à primeira vista, mas que acaba servindo para alcançar uma coisa maior. O bom pescador consegue peixes sem graça que o ajudam a obter outro que vale a pena. Com as pessoas, acontece algo parecido: é preciso ter bastante conhecimento para atingir aquilo que importa de verdade” (página 145)

“Um livro é como um lago: traz uma história na superfície e outra nas profundezas.” (página 158)

Para entrar na sua estante: Perdão, Leonard Peacock





Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick ( o mesmo autor de O Lado Bom da Vida), conta a história de Leonard, que está prestes a completar 18 anos e no dia de seu aniversário, resolve assassinar seu ex melhor amigo Asher e depois se suicidar com a P-38 de seu avô. Mas, antes disso ele decide entregar 4 presentes a pessoas que considera especiais em sua vida. 
Sem dúvidas este livro é um dos meus favoritos.Com personagens cativantes, como Walt (vizinho de Leonard) e Herr Silverman( professor de Leonard), uma escrita bem intensa, e um ponto de vista único sobre as pessoas e a vida em si, este livro me encantou.  
Me emocionei a cada uma das entregas de presentes que Leonard fez durante o livro, criei expectativas junto a ele nos momentos em que ele acreditava que alguém poderia se lembrar que aquele era o dia de seu aniversário e assim como ele senti inúmeras vezes raiva de Asher.
Incrível como Matthew conseguiu criar um personagem tão “real” aos nossos olhos.
No meu ponto de vista acho bom ressaltar dois pontos cruciais que fizeram deste um dos meus livros prediletos. O primeiro é o fato de que mesmo o livro apresentando um enredo voltado para o drama, em vários momentos Matthew consegue fazer tiradas cômicas, o que não torna a leitura tão repetitiva. O segundo ponto que acho bom ressaltar foram as Cartas do Futuro que mostram a Leonard como seria sua vida se ele desistisse da ideia de se suicidar e seguisse em frente. Para mim as Cartas do Futuro foram um Q a mais no livro.
Enfim, Perdão Leonard Peacock é realmente um livro incrível, que eu curto e recomendo.  
“A chave é fazer algo que marque você pra sempre na memória das pessoas comuns”.
“Algo que importe”.- Leonard

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Extraordinário




Extraordinário, de R.J. Palacio é  realmente um livro magnifico! O livro conta a história de Agust, ou Auggie, que possui uma deformidade facial e por este motivo nunca frequentou o colégio, até agora! Na minha opinião o livro não poderia ser tão bem escrito. Achei extremamente interessante a forma como a autora nos faz questão de mostrar o ponto de vista de cada um em relação a trajetória de August, desde os personagens principais ( August e Via, sua irmã), até os personagens secundários (Justin, namorado de Via). Acredito eu que o ponto forte do livro está no fato de que ele nos mostra que o preconceito ainda existe sim, mesmo nos dias de hoje e há uma forte pressão sobre suas vítimas, principalmente em seus processos de adaptação. Com uma capa interessantíssima, citações de livros a cada personagem que nos é apresentado e com a excelente moral que o livro nos passa, defino Extraordinário como um livro encantador. 

Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo. - Auggie