quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Da série livros que deveriam existir: Efeito Borboleta


Geralmente estamos acostumados com filmes baseados em livros, mas hoje venho aqui falar do contrário.
Efeito Borboleta é sem dúvidas o melhor filme que já assisti. Por isso, acho mais do que justo a criação de um livro baseado na história do filme.
 O longa conta a história de Evan, um jovem que luta para esquecer fatos traumáticos de sua infância. Ao reler os diários que escreveu durante sua infância, ele descobre que consegue voltar aos momentos escritos por ele. Porém, a cada vez que Evan tenta consertar algo em seu passado, algo é alterado em seu momento presente.
O filme é magnífico! Gostei muito de ver o Ashton Kutcher trabalhando neste papel, que foi totalmente diferente de suas outras atuações. A história consegue nos prender do início ao fim. Uma tirada muito boa no filme é o fato de possuir finais alternativos, o que foi muito inteligente da parte de seu diretor. 
Acho que seria espetacular se houvesse um livro inspirado neste filme. Para mim seria uma boa ideia se o livro fosse escrito inicialmente no formato dos diários que Evan escreveu durante sua infância, assim poderíamos ter uma dimensão maior e mais detalhados dos momentos trágicos de sua vida. Logo após, o livro já poderia tomar uma narrativa pessoal, em que o próprio personagem nos mostraria os momentos em que se autotransportava para seu passado e a consequência que isso lhe acarretava. 
Digo que seria uma boa ideia a criação desse livro pois o filme por si só foi bem aclamado pelo público e até mesmo pela crítica. 
Enfim, Efeito Borboleta está na minha lista de livros que deveriam existir. 
  

"Uma coisa tão simples, quanto o bater de asas de uma borboleta, pode causar um tufão do outro lado do mundo" 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O divertido e cativante "O Teorema Katherine"


Que John Green é um sucesso todos já sabemos! John é autor de livros de sucesso entre o publico jovem como "A culpa é das estrelas", "Quem é você, Alasca?"e "Cidades de Papel".
Hoje venho falar um pouco de "O Teorema Katherine", que conta a história de Colin, um ex-garoto prodígio, viciado em anagramas, que só se apaixona por garotas chamadas Katherine.
Depois de levar o seu fora mais recente da Katherine XIX, Colin resolve cair na estrada com seu amigo Hassan, e logo descobre que têm uma missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, o desfecho de qualquer relacionamento.
Na minha opinião, o livro é bem leve e divertido. Acho que Green acertou em cheio em relação a abordagem do tema do livro. Quem não gostaria de antever o fim de seu relacionamento?, De saber quanto tempo iria ficar junto a pessoa amada?
A escolha dos personagens também foi muito boa. Colin, Hassan e Lindsey são personagens tão “reais”, que apresentam diversos defeitos, porém mantém suas virtudes. Entre os três personagens, meu destaque vai para Hassan, que se mostrou super engraçado durante todo o livro e um grande  amigo para Colin.
Um ponto muito interessante a ser destacado é o fato de que o “Teorema de Previsibilidade das Katherines” é todo baseado em gráficos matemáticos, tanto que ao fim do livro temos um apêndice (opcional), feito por um amigo de John, que nos explica passo a passo como o Teorema foi feito.  
Apesar de “O Teorema Katherine” receber muitas criticas em comparação ao “A culpa é das estrelas”, é um livro muito bom, que eu curti e indico.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sombras da Noite- Contos clássicos do mestre do terror


Stephen King é um gênio! Sombras da Noite é o primeiro livro que compro deste autor e não tenho outra palavra para descreve-lo. 
Mais conhecido como mestre do terror, King reúne em Sombras da Noite 20 de seus contos horripilantes.
É impressionante a forma como Stephen consegue abordar assuntos tão diferentes tão bem , sempre colocando neles um toque de horror. A prova disso podemos perceber por exemplo, na diferença entre o segundo conto, cujo nome é “Último turno”, e o conto de número cinco, que têm como título “A máquina de passar roupa”. O “Último turno” é um conto, que se passa no porão de um fábrica têxtil em que os principais vilões são os ratos que lá habitam. Já em “A máquina de passar roupa”, temos uma lavanderia como cenário e a vilã que tanto nos assusta é uma máquina de passar roupa. Cenários totalmente diferentes, mas mesmo assim o autor não perde o foco e consegue nos assustar ao fim da leitura.
Incrível também a forma como conseguimos nos apegar aos personagens dos contos, mesmo estes sendo considerados curtos.  Me peguei assustada como Charles em “Jerusalem’s Lot”e   sofri com Lester em “O bicho papão”. Pra mim, isso é a prova de que quando a história é boa, não importa a quantidade de páginas que o livro tenha.
Há também outros contos muito bons em Sombras da Noite, como “As crianças do milharal”, “Ex-fumantes Ltda” e “Campo de batalha”. Vale lembrar que vários dos contos que compõem este livro se tornaram filmes, como “O homem de cortador de grama” (O passageiro do futuro), “Último turno” ( A criatura do cemitério), “As crianças do milharal” ( Colheita maldita), entre outros.
King também é autor de outros livros muito bons, como “Carrie- A estranha”, “ O iluminado” e “À espera de um milagre”.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um Thriller de Opostos: "Ratos" de Gordon Reece


Como definir em palavras o que esse livro me causou? Sinceramente, não sei como. Eu só posso dizer que é um livro chocante e eu não digo isso por apresentar cenas fortes e impactantes, porque em si não tem, mas pelo o que ele me fez pensar no decorrer da história. Pensando bem, chocante seria a palavra ideal.
O livro conta a história de uma adolescente, chamada Shelley, e de sua mãe que após passarem a vida toda sofrendo decidem se mudar para um chalé bem afastado de tudo e de todo o mundo. Tudo começa quando a Shelley passa a ser vítima de bullying na escola, e essa foi uma das melhores partes do livro pelo fato de apresentar e tratar o problema de uma forma bem real e coerente, a grande sacada foi que nós enxergamos essa situação toda pelos olhos da vítima e acabamos por entender melhor a magnitude desse mal que tanto assola as escolas. Além do bullying, a nossa protagonista ainda está passando pelo divórcio de seus pais e pela aparente rejeição que está sofrendo por parte do pai, que abandonou sua mãe para se casar com outra mulher mais nova. Essa situação também foi muito bem trabalhada, é possível sentir a dor dela pelo pai ter ido embora e, sinceramente, fiquei com muita raiva dele. Porque como se já não bastasse abandonar a família, ainda deu um jeito de prejudicar a vida profissional da ex-mulher.
Enfim, depois de tudo isso, as duas se mudam para o chalé madressilva onde finalmente parecem ter encontrado a paz. Shelley passa ter aula em casa e leva uma vida tranqüila com sua mãe cuidando da casa, lendo na janela do quarto e tocando flauta. Depois de alguns meses, o aniversário de dezesseis anos dela está chegando e tudo está muito bem, até que... tudo desmorona bem na cabeça de mãe e filha.
Bom, a narrativa é toda feita em primeira pessoa pela visão da Shelley. Em algumas partes do livro ela me incomodou um pouco devido a sua infantilidade, mas acho que isso foi necessário para que a gente pudesse acompanhar a evolução da personagem. Sua mãe é uma mulher doce, mas, assim como a filha, é muito tímida e prefere se esquivar ao invés de encarar os problemas de frente. E, assim como Shelley, evolui de uma maneira surpreendente no decorrer das páginas. Não se deixe enganar pela timidez das duas, elas tem muito mais força do que se imagina.
O desenrolar da história é de tirar o fôlego e te deixar absurdamente tenso. A escrita é envolvente e bem fluida. Uma outra coisa que me agradou foi que o autor traçou um paralelo entre a situação das personagens com um clássico da literatura, mas você vai ter que ler pra descobrir qual é. O final do livro foi bem satisfatório, mas não me agradou muito. Não sei explicar bem o porquê, mas acho que deveria ser algo mais impactante talvez.
Então é isso, um livro extremamente bom, que merece ser lido. Se você gosta de thrillers psicológicos, essa é uma boa pedida.

Algumas das minhas frases preferidas do livro:

"Saber o que aconteceu depois me faz pensar em como a aparência e o comportamento delas em relação a mim mudaram na mesma época. Sempre me perguntei se existia alguma conexão. Nossa aparência afeta nossa personalidade? Ou é nossa personalidade que afeta a nossa aparência? A pintura corporal para a guerra transforma um índio covarde em um guerreiro corajoso? Ou um guerreiro corajoso se pinta para mostrar sua crueldade? Um gato sempre parece um gato? Um rato sempre parece um rato?" (páginas 20 e 21)

"Penso que quanto maior o trauma, menos adequadas as palavras se tornam, até enfrentarmos o maior de todos os testes, quando apenas o silêncio parece apropriado." (página 27)

“Grande parte do que minha mãe era se baseava no que lia. Era isso o que a cultura de classe média criava? Pessoas formadas mais por aquilo que liam que pelas próprias experiências?" (página 148)

"...não importa onde estejamos ou o que façamos, a Morte e o Horror estão sempre por perto. O desafio é seguir com nossas vidas e sermos felizes mesmo que sempre possamos vê-los, de relance e borrados, mas ainda reconhecíveis no fundo de cada cena." (página 236)

Da série livros que nos fazem chorar- Um amor para recordar


Um amor para recordar é um livro de Nicholas Sparks e conta a história de Landon Carter,um jovem rebelde, que faz de tudo para chamar a atenção, porém depois de um baile de formatura do colégio, Landon se aproxima de Jamie Sullivan, uma garota nada comum, que sempre carrega consigo  uma bíblia e vive tentando ajudar as pessoas.
Sou muito duvidosa para falar dos livros escritos por Nicholas Sparks, pois ele é um dos meus autores favoritos. Um amor para recordar foi o terceiro livro dele que eu li e não me decepcionei. O livro nos traz a face real do amor verdadeiro. Ele nos mostra como o amor pode mudar uma pessoa para melhor, dizendo esse ser o verdadeiro milagre da vida.
Um amor para recordar ainda carrega um drama que é revelado mais para o final do livro e que nos  faz acompanhar o sofrimento dos personagens principais por quem tanto nos apegamos. Me peguei diversas vezes com os olhos cheios d’ água enquanto lia.
Acho interessante dizer que vi um ponto muito favorável na relação entre este livro e sua adaptação para o cinema. O filme e o livro contém a mesma história, porém tanto um quanto o outro apresentam cenas diferentes por inúmeras vezes. Isso, na minha opinião é bom, pois  cada cena inédita, é um  A mais para nós leitores.
Enfim, tanto o livro, quanto o filme são muito bons e vale a pena conferir. 

"Nosso amor é como o vento, não posso vê-lo mas posso senti-lo"  

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sinta-se infinito em As vantagens de ser invisível



Apaixonante. As Vantagens de ser Invisível de Stephen Chbosky, têm como personagem principal Charlie, um jovem sensível, confuso e ao mesmo tempo gentil, que decide não ser mais apenas o telespectador de sua vida e começa a encará-la do centro dos holofotes.
A narrativa do livro é feita  em forma de cartas que Charlie escreve para um   “Querido amigo” até então anônimo. Nelas, podemos presenciar todos os novos acontecimentos que o personagem têm em sua vida sob o ponto de vista dele. Vivenciamos através das cartas que Charlie escreve o seu primeiro beijo, sua primeira festa e suas primeiras descobertas, como as drogas e até mesmo o sexo.
Os personagens que Charlie vai conhecendo ao desenrolar do livro são extremamente importantes para sua história. É muito interessante ver a amizade que Charlie faz com Patrick e Sam( por quem logo se apaixona), uma amizade carregada de simplicidade e fidelidade. Outro personagem de grande destaque é seu professor de inglês, Bill, que logo vê em Charlie o grande potencial que ele possui.
Ao longo do livro podemos ver que este contém frases de grande impacto, que nem sempre podem ser respondidas com exatidão, mas que nos fazem refletir sobre a vida.
A história também carrega um suspense que é revelado ao fim do livro, sendo assim a resposta para o comportamento de Charlie em diversas situações.
As vantagens de ser invisível também ganhou uma adaptação para os cinemas, que na minha opinião chega a ser até melhor que o livro, tendo em seu elenco Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller nos respectivos papéis de Charlie, Sam e Patrick. O filme também possui uma trilha sonora incrível. Recomendadíssimo.  
    

"Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos"


sábado, 18 de janeiro de 2014

A chocante história de O menino do pijama listrado


 EMOCIONANTE. Não há outra palavra para definir O menino do pijama listrado de John Boyne, que  se passa na época da Segunda Guerra Mundial, onde Bruno de apenas 8 anos de idade que é filho de um oficial nazista se muda com a sua família de Berlim para uma casa que fica em uma área isolada. Resolvendo explorar o novo local onde está morando Bruno acaba conhecendo Shmuel , um menino que aparenta ter a sua idade e vive usando um pijama listrado do outro lado de uma cerca elétrica.
Apesar do livro ter como personagem principal uma criança não há nada de fofo em sua história. Ele nos mostra a dura e triste realidade da época sob o olhar ingênuo de seu personagem principal.  
O que mais me impressionou em O menino do pijama listrado é a forma inocente com a qual John conseguiu escrever.  Bruno, com a sua pureza  e bondade não conseguia enxergar o que estava acontecendo ao seu redor. A amizade e o elo forte  que ele cria com Shumel  no decorrer do livro é algo a ser invejado.
O livro na minha opinião é relativamente “curto” e por isso pode passar a impressão de que o autor poderia ter explorado mais a história, porém sob meu olhar ele consegue nos passar sua real mensagem.
Vale lembrar que “O menino do pijama listrado” também originou um filme que têm Asa Butterfield atuando lindamente no papel de Bruno e nos fazendo chorar a cada nova cena. Vale a pena assistir!


"Uma coisa é certa, ficar se sentindo miserável, não tornará as coisas mais alegres"




sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um Livro para Quem Gosta de Livros: "O Livro Selvagem" de Juan Villoro


         Na primeira vez em que ouvi falar desse livro, já fiquei com uma vontade enorme de lê-lo. Procurando saber mais sobre ele, só encontrei criticas bem positivas ao seu respeito e minha vontade de mergulhar em suas páginas só cresceu, e, junto com ela, minhas expectativas também. Apesar de eu não ter gostado tanto quanto eu achei que fosse gostar, minhas expectativas não foram nem um pouco frustradas.
A história é sobre um menino (Juan) que, após a separação de seus pais, vai para casa de seu tio Tito passar as férias. A casa é praticamente uma gigantesca biblioteca, onde todas as paredes são cobertas de estantes abarrotadas de livro. Dentre todos esses exemplares, há um que se recusa a ser lido por qualquer pessoa: O Livro Selvagem. Juan e sua amiga Catalina partem em busca desse livro curioso para que possam descobrir que segredos ele guarda.
Como a sinopse deixa claro, o cenário principal do livro é uma biblioteca. O que é fantástico, pois durante a jornada de Juan são citadas diversas obras da literatura de todo o mundo, dentre elas estão: “A Metamorfose” de Franz Kafka, “Moby Dick” de Herman Melville e “A Divina Comédia” de Dante Alighieri. Pra quem gosta de literatura é um prato cheio.
A narrativa, feita em primeira pessoa, é simples e nos conquista com frases bem construídas e bem colocadas no decorrer da história. A escrita do autor é um pouco lenta, mas não é nada que deixe a leitura chata ou cansativa.
Os personagens são apaixonantes! Eles te conquistam com suas personalidades únicas e cativantes. Foi muito fácil me identificar com Juan, o protagonista da história. Catarina é a garota dos sonhos de qualquer um. Carmen é uma criança esperta e muito divertida. E, por fim, temos o tio Tito, um personagem muito importante na história e que se tornou fácil o meu favorito do livro. Ele é uma pessoa um pouco estranha, mas que tem uma forma de ver o mundo incrível. Algumas das melhores partes do livro são as conversas dele com o sobrinho sobre o conhecimento e a sabedoria humana. É um verdadeiro gênio quando os assuntos são: livros, literatura e culinária literária (essa última você só vai entender se ler o livro). Os coadjuvantes não ficam atrás, eles tem uma participação chave no enredo e só fazem com que o livro fique ainda melhor.
Entretanto, como nada é perfeito, teve um ponto na história do livro que me incomodou um pouco: o final. Eu achei a conclusão da história um pouco previsível e o grande mistério que ela apresenta foi fácil de desvendar logo na metade do enredo. Apesar desse final não ser surpreendente, é uma boa conclusão para a história.
Então, de um modo geral, é um livro muito bom que merece ser lido e apreciado por todos aqueles que conhecem o prazer da leitura e também pra aqueles que querem passar a conhecer. 

Algumas das minhas frases preferidas do livro:

“A diferença entre um arrogante e um sábio é que o arrogante só precisa saber o que já sabe, enquanto o sábio busca o que ainda não conhece.” (página 34)

“A verdade que normal, normal mesmo, não sou, mas quem gostaria de ser comum igual a um trapo? As pessoas que valem a pena conhecer sempre são diferentes por algum motivo.” (página 39)

“Um livro é o melhor meio de transporte: leva você a lugares distantes , não polui, é pontual, barato e não causa enjoo.” (página 75)

“Não há nada pior do que alguém que não conhece sua própria ignorância” (página 110)

“Às vezes, uma pessoa agarra algo insignificante à primeira vista, mas que acaba servindo para alcançar uma coisa maior. O bom pescador consegue peixes sem graça que o ajudam a obter outro que vale a pena. Com as pessoas, acontece algo parecido: é preciso ter bastante conhecimento para atingir aquilo que importa de verdade” (página 145)

“Um livro é como um lago: traz uma história na superfície e outra nas profundezas.” (página 158)

Para entrar na sua estante: Perdão, Leonard Peacock





Perdão, Leonard Peacock, de Matthew Quick ( o mesmo autor de O Lado Bom da Vida), conta a história de Leonard, que está prestes a completar 18 anos e no dia de seu aniversário, resolve assassinar seu ex melhor amigo Asher e depois se suicidar com a P-38 de seu avô. Mas, antes disso ele decide entregar 4 presentes a pessoas que considera especiais em sua vida. 
Sem dúvidas este livro é um dos meus favoritos.Com personagens cativantes, como Walt (vizinho de Leonard) e Herr Silverman( professor de Leonard), uma escrita bem intensa, e um ponto de vista único sobre as pessoas e a vida em si, este livro me encantou.  
Me emocionei a cada uma das entregas de presentes que Leonard fez durante o livro, criei expectativas junto a ele nos momentos em que ele acreditava que alguém poderia se lembrar que aquele era o dia de seu aniversário e assim como ele senti inúmeras vezes raiva de Asher.
Incrível como Matthew conseguiu criar um personagem tão “real” aos nossos olhos.
No meu ponto de vista acho bom ressaltar dois pontos cruciais que fizeram deste um dos meus livros prediletos. O primeiro é o fato de que mesmo o livro apresentando um enredo voltado para o drama, em vários momentos Matthew consegue fazer tiradas cômicas, o que não torna a leitura tão repetitiva. O segundo ponto que acho bom ressaltar foram as Cartas do Futuro que mostram a Leonard como seria sua vida se ele desistisse da ideia de se suicidar e seguisse em frente. Para mim as Cartas do Futuro foram um Q a mais no livro.
Enfim, Perdão Leonard Peacock é realmente um livro incrível, que eu curto e recomendo.  
“A chave é fazer algo que marque você pra sempre na memória das pessoas comuns”.
“Algo que importe”.- Leonard

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Extraordinário




Extraordinário, de R.J. Palacio é  realmente um livro magnifico! O livro conta a história de Agust, ou Auggie, que possui uma deformidade facial e por este motivo nunca frequentou o colégio, até agora! Na minha opinião o livro não poderia ser tão bem escrito. Achei extremamente interessante a forma como a autora nos faz questão de mostrar o ponto de vista de cada um em relação a trajetória de August, desde os personagens principais ( August e Via, sua irmã), até os personagens secundários (Justin, namorado de Via). Acredito eu que o ponto forte do livro está no fato de que ele nos mostra que o preconceito ainda existe sim, mesmo nos dias de hoje e há uma forte pressão sobre suas vítimas, principalmente em seus processos de adaptação. Com uma capa interessantíssima, citações de livros a cada personagem que nos é apresentado e com a excelente moral que o livro nos passa, defino Extraordinário como um livro encantador. 

Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo. - Auggie